Pesquisa

Em paralelo às atividades do laboratório e de ensino, o HLA-UERJ oferece apoio e infraestrutura para o desenvolvimento de projetos de pesquisa de alunos de especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorandos e colaboradores da UERJ. 

Desde 1994, a equipe vem se dedicando a estudar associações de alelos do HLA em doenças e tem contribuído também em pesquisas voltadas para transplantes, principalmente os renais. O laboratório realiza exames de Tipagem de HLA, PRA (Painel de Reatividade de Anticorpos) e Prova Cruzada; essenciais nas decisões clínicas dos transplantes. 

O setor de Criopreservação, onde é realizado os procedimentos de quantificação e criopreservação de células-tronco hematopoiéticas (CD34+), para posterior infusão como transplante autólogo, também é engajado em pesquisas de aperfeiçoamento dos seus processos. 

Durante a pandemia da COVID-19, o Laboratório deu suporte e esteve envolvido nas testagens do vírus SARS-CoV-2 e se engajou em dois projetos de pesquisa: Perfil Clínico Epidemiológico da Pandemia COVID-19 (PPC/UERJ) e PRO-BCG COVID-19 (UFRJ/UERJ) que renderam importantes publicações em 2022 e 2023. Com a introdução das vacinas, o Laboratório se envolveu em outras três grandes pesquisas relacionadas com a efetividade das vacinas da COVID-19: Efetividade das Vacinas COVID-19 (PPC/UERJ); SEVACOV Pro (Ministério Da Saúde/Fiocruz) e Estudo de Caso Controle (Ministério da Saúde /FIOCRUZ). 

Uma importante colaboração foi iniciada em 2022 e encontra-se em andamento, para a criação de um BIOBANCO DE CÉLULAS IPS (INC/UFRJ).

Qualquer projeto nas áreas de Imunologia, Genética e Biologia Molecular, são sempre bem-vindos no laboratório possibilitando ampliar a nossa contribuição em pesquisas necessárias e interessantes para a Ciência.

Este projeto, financiado pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo construir um Biobanco Nacional de Células-Tronco de Pluripotência Induzida (iPSC) para fins terapêuticos. Estas células têm uma característica única que é a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo celular (seja do coração, fígado, rim etc.), o que torna possível desenvolver, no futuro, tratamentos para inúmeras doenças que hoje não tem cura, até mesmo para produção de células ou tecidos para transplantes.  

Para criar este biobanco, é necessário identificar um perfil genético altamente específico de participantes, que possuam um conjunto de proteínas em suas células conhecidas como antígenos leucocitários humanos (HLA), que conferem menor potencial de rejeição quando transplantadas, aumentando as chances de compatibilidade com pessoas diferentes e, consequentemente, maximizando as chances de sucesso de possíveis tratamentos que utilizarão essas células. Assim, a partir das iPSC geradas de 550 participantes, buscamos constituir um biobanco com iPSC compatíveis com 80% da população brasileira.

Para conseguirmos atingir os 550 participantes, fizemos uma colaboração com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) do Instituto Nacional do Câncer, que já tem mapeado o perfil genético para HLA dos seus doadores. Dentre os 5,5 milhões de doadores cadastrados no REDOME, pouquíssimos possuem este perfil genético específico e raro que buscamos. As pessoas selecionadas serão convidadas a ceder uma pequena amostra de sangue para podermos produzir em laboratório as iPSC. 

 

Site: https://www.biobanconacional.com.br/

Instagram: https://www.instagram.com/biobanconacional/

Facebook: https://www.facebook.com/people/Biobanco-Nacional/61558778084088/?mibextid=ZbWKwL